O problema do rotativo
O rotativo do cartão de crédito é o crédito mais caro do Brasil. Desde 2017, a lei limita o rotativo a 1 mês: se você não paga a fatura inteira, no mês seguinte precisa quitar o saldo total ou parcelar a dívida. Mas os juros desse mês podem passar de 15% ao mês — equivalente a mais de 400% ao ano.
Por que "parcelar a fatura" também é armadilha
Muitos bancos oferecem o parcelamento da fatura a taxas entre 5% e 10% ao mês — menores que o rotativo, mas ainda muito acima de alternativas como empréstimo pessoal (2–4% a.m.) ou consignado (1,6% a.m.). Parcelar a fatura direto com o banco quase nunca é a melhor saída.
O caminho certo: trocar a dívida por crédito mais barato
1. Saiba exatamente o quanto você deve
Acesse o app do cartão e anote: saldo total, taxa do rotativo e data de vencimento. Esse é o valor que você vai quitar com o novo crédito.
2. Pesquise empréstimo pessoal
Bancos digitais como Nubank, Inter e C6 oferecem empréstimo pessoal entre 2% e 4% a.m. — muito abaixo do rotativo. Peça simulações com o mesmo prazo.
3. Considere consignado (se for CLT ou aposentado)
Servidores públicos, trabalhadores CLT com convênio e aposentados INSS têm acesso ao consignado, que parte de 1,6% a.m. A diferença para o rotativo é brutal.
4. Quite o cartão imediatamente
Ao receber o empréstimo, pague o saldo do cartão no mesmo dia. Não use o dinheiro para outra coisa — é tentador e perigoso.
Depois de quitar: como não voltar ao rotativo
O rotativo é sintoma de gasto maior que a renda. Quitar a dívida resolve o sintoma; a causa precisa de ajuste no orçamento. Algumas práticas que ajudam:
Defina um limite pessoal de uso do cartão — idealmente abaixo de 30% do limite total. Ative alertas de gasto no app do banco. Se o mês fechar acima do que você pode pagar, priorize o pagamento total antes do vencimento, mesmo que precise tirar da reserva.
Simule a troca do rotativo por empréstimo pessoal
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